Doutrina/Teologia

7 de outubro de 2012
 

O Evangelho Frutífero

Mais artigos de »
Escrito por: Dudley Hall
marca_dagua_banners_rx

Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos; Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade. (Colossenses 1:3-6)

Todos os cristãos sérios estão preocupados pelos dados estatísticos que sugerem que ser cristão causa pouca ou nenhuma diferença na maneira em que se vive. Temos chegado a nos interessarmos tanto em fazer que as pessoas professem serem convertidas, ao ponto que temos diluído o evangelho que se apresenta no Novo Testamento? É obvio que algo tem mudado. As Escrituras pregadas por Paulo e seus colaboradores provocavam perseguições e mudavam as pessoas juntamente com suas culturas. Roma não foi nenhum obstáculo invencível quando o poder do evangelho estourou na cena da história. Alguém observou que é interessante que em nossos filhos ponhamos os nomes de “Paulo” e “Pedro” e em nossos cães de César e Nero.

Quando Paulo escreveu aos crentes de Colossos estava exaltando o evangelho que havia invadido as culturas de religiões pagãs e expressões loucas do judaísmo junto com a filosofia da cultura grega. Ele inicia com uma ação de graças pelo fruto óbvio do evangelho nos santos daquela cidade. Em meio a ideologia contrária e da oposição dominante, o evangelho estava mudando as pessoas e propagando-se por todo o mundo conhecido. Isto não surpreende aqueles que estão familiarizados com as palavras de Jesus. Ele disse que o evangelho do Reino se propagaria como faz a levedura por toda a massa. Começaria pequeno e tão insignificante como uma semente de mostarda, mas cresceria até chegar a converter-se na planta dominante do jardim.

A evidência inequívoca do evangelho ao menos, é tripla. A fé, a esperança e o amor se fazem sempre presentes quando se abraça o evangelho. A fé é uma classe especial de fé. É fé em Deus por meio de Jesus. Não qualquer fé. Não estamos falando aqui da mera crença na existência de Deus. É a fé de que Jesus é o Filho de Deus; que viveu e morreu pela propiciação dos pecados; que se levantou da tumba; que ascendeu ao trono de Deus para reinar sobre o Reino de Deus na terra; e que regressará para consumar a justiça eterna na terra. Este tipo de fé afeta aquele que a tem. Muda a maneira como pensa e age.

Logo o amor está sempre presente nos santos quando se abraça o evangelho. Este amor vai além do amor humano, além daquele amor que todos os homens têm em alguma medida. É o amor que Deus possui. É o amor especial que vai além da razão. Continua ainda quando a pessoa que está sendo amada deixa de respondê-lo. Não depende de mérito. Seu foco encontra-se em outro lugar em vez de ser em si mesmo. Não é de se surpreender que mude pessoas e culturas. Como poderia alguém negar o poder de tal afeto?

Às vezes a esperança é o membro esquecido do trio, mesmo sendo o fundamento de toda conduta com propósito. Algo aconteceu na história que faz que tudo tenha sentido. Há um futuro que faz que o presente tenha significado. Os recipientes do evangelho possuem uma reserva de bênçãos no banco do céu. Podem fazer saques da conta agora e para sempre. A vida, com todos os seus altos e baixos, não pode derrotar o crente que sabe que não é só um mero cidadão desta presente terra. De alguma forma, lá no fundo, sabe que Deus não vai deixar o seu projeto parcialmente realizado. Haverá um novo céu e uma nova terra. A garantia disto é que algo novo aconteceu em nossos corações.

Estes três elementos inevitavelmente mudam pessoas. Quando a fé, a esperança e o amor estão presentes no coração de alguém, seu mundo se transforma. Logo, o mundo ao seu redor o nota. Não reduzamos o evangelho a algo que não nos oferece esperança de mudança. Abracemos plenamente as boas novas que Jesus trouxe. Elas estão dando fruto por todo o mundo, todo lugar onde se creia verdadeiramente.

 

Fonte:  Contra Mundum

Tradução:  Maiára Mirapalhete

Revisão: Raniere Menezes



Sobre o Autor

Dudley Hall




 
 

 
marca_dagua_banners_la

Beleza imperecível

Há algum tempo um leitor deste site perguntou se eu poderia responder a uma preocupação de sua vida. Ele estava cortejando uma moça e começando a pensar em casamento, mas de repente descobriu que não se sentia mais atra...
por Tim Challies
 

 
 
marca_dagua_banners_ch

Aos pais pedobatistas

O batismo infantil inflige o temor de Deus em mim. Ele realmente estabelece — de uma forma pública e visível — um relacionamento pactual. Um relacionamento de amor, envolvendo promessas e responsabilidades, bênçãos e m...
por Mark Jones
 

 
 
marca_dagua_banners_a

A religião mais restritiva no mundo

A religião cristã é ao mesmo tempo a mais abrangente e a mais restritiva no mundo. É uma fé que admite todo tipo possível de pessoa. Mas as admite em apenas um caminho. Há somente um Deus. Somente um. Se houvessem dois d...
por Tim Challies
 

 

 
marca_dagua_banners_la

Ainda não é o fim!

Não poucos cristãos ficam alarmados diante das tragédias dos nossos dias. Quer estejamos falando de catástrofes naturais, como o tsunami, ou de decadência moral, como a legalização do “casamento” homossexual, tais ac...
por Felipe Sabino
 

 
 
marca_dagua_banners

Um apelo aos presbíteros

Fui lembrado pelos eventos de ontem[1] o quanto dependo dos meus presbíteros. A tarefa do presbítero é pastorear o pastor. Se eles não fizerem isso, ninguém mais o fará. Isso significa que haverá tempos quando o presbít...
por Carl Trueman
 

 
 
logo-r1

O pequeno segredo sujo dos endossos

Umas duas semanas atrás Carl Trueman postou uma resenha de um novo livro do G. R. Evans. Trueman tinha lido The Roots of the Reformation: Tradition, Emergence and Rupture na esperança de que poderia usá-lo como texto para su...
por Tim Challies