“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo” (Lucas 10.21).
O Salvador era um “homem de dores” (Isaías 53.3). Porém, no mais íntimo de sua alma, Ele levava um inexaurível tesouro de regozijo celestial. Nunca houve um homem que possuiu uma paz mais profunda, mais pura e mais permanente do que a do Senhor Jesus. Ele foi ungido com óleo de alegria, como a nenhum dos seus companheiros (Salmos 45.7). A sua vasta benevolência tinha de proporcionar-Lhe imenso deleite, visto que a benevolência produz alegria. Há poucos relatos de ocasiões em que este regozijo se expressou na vida de Jesus, enquanto Ele esteve na terra. “Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra” (Lucas 10.21).
Cristo tinhas as suas canções, embora as horas negras O cercassem. A sua face estava desfigurada, e seu rosto havia perdido o resplendor da felicidade terrena. Apesar disso, Ele irradiava uma satisfação incomparável, enquanto considerava a recompensa final de sua obra. No meio de sua congregação, Ele cantou seus louvores a Deus. Deste modo, o Senhor é uma figura bendita do que a sua Igreja deve ser no mundo. No presente, a Igreja espera andar bem próxima de seu Senhor, durante todo o caminho repleto de espinhos. Ela é chamada a levar a sua cruz, e ser desprezada pelos seus queridos é a sua porção. Contudo, a Igreja possui um poço profundo de alegria que susterá os santos de Deus. Assim como nosso Senhor, temos ocasiões de intenso deleite, pois “há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo” (Salmos 46.4). Embora no presente sejamos exilados, regozijamo-nos em nosso Rei.