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Meditações manhã e noite

1.º de março (noite)

“Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas” (Cântico dos Cânticos 4.16).

Qualquer coisa é melhor do que a calma mortal da indiferença. Talvez nossas almas desejem, sabiamente, o vento norte dos problemas, caso somente ele possa espalhar o perfume de nossas graças. Desde que não pode ser dito: “o Senhor não estava no vento” (1 Reis 19.11), não tremeremos na mais gelada rajada de vento que soprar nas plantas da graça. Neste versículo, a esposa não se sujeitou humildemente às repreensões de seu Amado? Ela rogou que Ele enviasse, de alguma maneira, a sua graça, não fazendo nenhuma especulação quanto à maneira peculiar em que ela viria. A esposa não se tornou, à nossa semelhança, tão completamente fatigada daquela insensibilidade, que chegou a suspirar por uma visitação que a estimularia à ação? Sim, ela também desejava a brisa quente do sul da consolação, os sorrisos do amor divino, o gozo da presença do Redentor; estas coisas são frequentemente poderosas e eficazes para despertar-nos da vida de morosidade.

A esposa desejava ou os sorrisos do amor divino, ou a presença do Redentor, ou ambas as coisas, para que pudesse deleitar seu Amado com os aromas de seu jardim. Ela não podia suportar o ser inútil, assim como nós também não o podemos. Que pensamento estimulante é o fato de que Jesus pode encontrar conforto em nossas pobres e frágeis graças! Tal pensamento parece excelente demais, para ser verdade! Certamente procuraríamos o sofrimento ou até mesmo a morte, se por meio deles pudéssemos deixar contente o coração de Emanuel. Oh, que nosso coração seja reduzido a átomos, se apenas por meio desta pisadura nosso doce Senhor Jesus puder ser glorificado. Graças não exercidas são como doces perfumes inativos nas flores. A sabedoria do sublime Esposo faz com que das aflições, bem como das consolações, brotem fé, amor, paciência, esperança, resignação, alegria e muitas outras flores lindas do jardim. Que saibamos, por agradável experiência, o que isto significa!

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Meditações manhã e noite

1.º de março (manhã)

“[Ele] é a preciosidade” (1 Pedro 2.7).

Assim como todos os rios correm para o mar, assim também todos os deleites se centralizam em nosso Amado. O olhar de seus olhos supera o brilho do sol. A beleza do rosto dEle é mais linda do que as flores mais primorosas. Pedras preciosas da terra e pérolas do mar não possuem valor algum, quando comparadas à preciosidade de nosso Amado. Nenhum de nós pode calcular o valor do dom inefável de Deus. As palavras não podem expressar a preciosidade do Senhor Jesus para seu povo, nem descrever plenamente quão essencial Ele é para a felicidade e a satisfação deles. Crente, você encontraria fome em meio à abundância, se o Senhor não estivesse ali. Ou, se a resplandecente estrela da manhã desaparecesse, você sentiria que nenhuma outra estrela lhe poderia dar qualquer raio de luz.

Que deserto terrível é este mundo sem o nosso Senhor! Se Ele se oculta de nós apenas por um momento, as flores de nosso jardim murcham, os frutos agradáveis deterioram-se, os pássaros cessam o seu canto e uma tempestade assola nossas esperanças. Todas as lâmpadas do mundo não podem trazer luz ao nosso dia, se o Sol da Justiça está eclipsado. O que você faria no mundo sem o Senhor Jesus, em meio às tentações e aos cuidados desta vida? O que você faria sem Ele pela manhã, quando se levantasse e enfrentasse uma nova batalha diária? O que você faria à noite, quando chegasse em casa fatigado e exausto, se não houvesse qualquer meio de comunhão entre você e Cristo? O Senhor Jesus não permitirá que enfrentemos um dia sem Ele, visto que nunca abandona aqueles que Lhe pertencem.